sábado, 10 de maio de 2008

CAPÍTULO 3

Assim que Perola desligou o telefone ela não acreditava no que acabara de acontecer e fazer. Ela havia marcado um encontro com um desconhecido e o pior de tudo é que ela estava mentindo. Mas, ela estava muito ansiosa para saber quem era esse rapaz, porém ela acabou se esquecendo de um pequeno detalhe. Ela marcou de sair com duas pessoas no mesmo dia e no mesmo horário. O que ela faria? Como ela não conseguiu chegar a nenhuma idéia genial achou melhor e dormir e descansar porque ela tivera tido um dia muito agitado. Deitou e ficou pensando no Eduardo.
No dia seguinte acordou muito entusiasmada, então aproveitou a manhã para colocar os seus estudos em dia. Fez alguns trabalhos da faculdade, arrumou a casa e a cada vez que olhava para o relógio imaginava como seria o seu encontro.
As horas caminhavam lentamente e a sua ansiedade apenas aumentava. A voz do rapaz era grossa, por isso ela começou a imaginar como ele seria, pois ela ficou escutando a voz dele durante todo o dia todo. Aquela voz penetrou de vez a sua mente.
De repente, ela lembrou que havia combinado que iria ao cinema com o seu namorado, e não sabia o que fazer, pois gostava demais do seu namorado e também queria sair com ele, mas ela estava gostando e se divertindo muito com a hipótese de sair com um desconhecido, pois seria uma aventura. Por isso foi necessário tomar uma decisão. Ela pegou o telefone e ligou para o Bruno.
─ Bruno?
─ Fala fofa.
─ Não vamos poder sair hoje. Minha mãe ligou dizendo que está muito chateada porque brigou com o meu pai e quer que eu faça companhia para ela hoje, daí expliquei que já tínhamos marcado o cinema, mas você sabe como eu só não é? Não posso ver alguém triste que quero ajudar, ainda mais quando, essa pessoa é a minha mãe, por isso estou ligando pra você. Se você quiser marcar podemos sair amanhã. O que acha?
─ Que chato essa situação, mas paciência, nem sempre é possível fazermos tudo o que queremos... Faça companhia para a sua mãe, porque você é a única pessoa que ela tem. A noite eu ligo pra você, assim que eu chegar em casa, tudo bem?
─ Combinado. Até a noite.
─ Até.
O relógio marcava exatamente 14h. Faltava uma hora para Perola ir se encontrar com o Dú e conhecê-lo. Ela achou melhor sair de casa um pouco mais cedo, pois ela não queria que nada e nem ninguém atrapalhassem o seu encontro e resolveu ir ao parque caminhando.
No caminho ao parque encontrou uma amiga que não via há muito tempo, por isso parou e conversou um pouco com ela.
─ Desculpe Helena, mas tenho que ir, pois tenho que estar às 15h no parque.
─ Nossa!!! O que você fará de tão importante por lá?
─ Não posso te contar ainda, pois senão chegarei atrasada. Apenas posso te garantir que não sei direito o que estou fazendo. Só posso falar que irei encontrar uma pessoa.
─ Bom passeio amiga.
─ Me liga para conversarmos. O meu telefone ainda é o mesmo, ou se você achar melhor escreva um email tá?
─ Não prometo nada, mas tentarei.
─ Nunca pensei que fosse encontrar a Helena. Sem falar que perdemos o contato. Isso me chateia um pouco, mas deixa pra lá. Tenho que ir logo ao parque porque senão vou me atrasar.
─ Caminhou mais três quarteirões e chegou ao parque pontualmente no horário combinado.
Seu coração começou a bater mais forte. Sentia algo que nunca sentira. Ela estava com medo, mas já estava ali e agora era tarde demais para voltar atrás e escapar.
Ao redor da árvore ela não viu ninguém que pudesse ser o rapaz. Olhava, olhava e nada. Como ele ainda não tinha aparecido, ela resolver se esconder atrás de outra árvore de forma que conseguisse ver quem estivesse passando por ali.
Já fazia quinze minutos que ela estava esperando quando notou que um rapaz havia sentado debaixo da árvore que haviam marcado. Ela estava um pouco distante, por isso não conseguiu ver claramente a fisionomia do rapaz, então decidiu sair do seu esconderijo e caminhou em direção a ele.
O rapaz estava sentado de costas para ela, mas mesmo assim ele percebeu que tinha alguém andando em sua direção, por isso olhou em sua volta e viu a pessoa por quem ele esperava já havia chegado.

CAPÍTULO 2

─ Oi linda.
─ Até que enfim você ligou Bruno. Por onde você andou o dia todo?
─ Eu estava tentando falar com você. Já faz quase uma hora que estou tentando, mas o seu telefone só estava dando sinal de ocupado. Por que? Com quem você estava conversando durante todo este tempo?
─ Verdade. Não precisa ficar desconfiado, pois não aconteceu nada demais, porém é uma longa história, então depois eu te conto porque você sabe como eu sou não é? Conto tudo nos mínimos detalhes.
─ Faça apenas um resumo do que aconteceu, aí amanhã quando nos vermos você conta tudo como gosta Ok?
─ O telefone aqui de casa, não parou de tocar hoje acredita? E toda hora que eu atendia era engano, nunca você.
─ Que engraçado! Amor amanhã você me conta essa história toda tudo bem? Eu só liguei mesmo para dizer que eu te amo e confirmar o nosso passeio de amanhã. Porque pra mim está tudo certo e pra você?
─ Fique tranqüilo porque amanhã você vai cansar de tanto ouvir as minhas histórias... E eu também gosto muito de você e é claro que vamos ao cinema amanhã. Vamos assistir aquele filme que eu quero?
─ Sim, você escolhe. O mais importante é estar ao seu lado.
─ Você é demais.
─ Vou desligar porque preciso resolver umas coisas para amanhã podermos saírmos em paz, e vá que alguém esteja querendo falar com você...
─ Até amanhã lindo. Não invente histórias, pois não quero saber de atender o telefone tão cedo.
─ Beijos. Tchau.
─ Beijos.
Porém, só foi ela desligar o telefone que já tinha alguém tentando falar com ela.
─ Alô.
─ Alô. A Talita está? Quero falar com ela.
─ Só um minuto.
─ Tatiiii telefone pra você! – Gritou Perola.
De tanto receber ligações por engano Perola ficou irritada e resolveu brincar com o desconhecido se passando pela Talita.
─ Oi. Quem é?
─ Adivinha Tati.
─ Ai! Como é difícil. Quem será? Deixa eu ver... Dú?
─ A resposta esta e...e...e...xa...ta.
─ Você não nunca muda hein? Sempre fazendo gracinha.
─ Eu mudei sim. Você quer ver? Vamos sair aí você poderá ver como eu mudei!
─ Nos encontrarmos???
─ O que aconteceu? Faz quase dois anos que não nos vemos e você fala com essa voz de espanto? Desse jeito?
─ Impressão sua. Podemos sair sim, claro que sim. Só me diga o dia, o local e o horário que eu estarei lá.
─ Amanhã às 15h. no nosso local. Pode ser?
─ Perfeito. Na sorveteira da rua debaixo?
─ Você está bem flor? Primeiro você se assusta quando eu a convido para sair, e agora não se lembra mais de nada, nem ao mesmo onde é o nosso lugar.
─ Estou brincando com você. É claro que eu sei onde é o nosso lugar, não precisa me explicar não viu?
─ Bom... de qualquer jeito irei falar. É no parque Ibirapuera. Debaixo da árvore, perto daquela ponte. Sabe? Lembrou?
─ Eu nunca me esqueci desse lugar. Sei onde onde fica, então até amanhã. Não se atrase, pois eu estou ansiosa pra encontrar com você.
─ Eu também estou. Saudades dos seus beijos.
─ E eu do seu abraço.
─ Amanhã a gente acaba de uma vez com essa saudade e coloca a conversa em dia.
─ Com certeza.
─ Até amanhã.
─ Até.

O ENGANO


CAPÍTULO 1

Toca o telefone e Perola apressadamente corre para atendê-lo, pois esperava a ligação de alguém.
─ Alô.
─ Alô. Posso falar com o Tadeu?
─ Tadeu? Aqui não tem nenhum Tadeu.
─ Desculpe, mas qual foi o número que eu disquei?
─ 6966-8870
─ Mas o Tadeu pediu para que eu ligasse nesse número. Ele queria falar comigo...
─ Senhor. Eu entendo que você tenha que falar com o Tadeu, mas eu não o conheço e muito menos sei o telefone dele, senão com certeza eu o ajudaria.
─ Tudo bem. Tentarei encontrar o Tadeu. Desculpe mais uma vez.
─ Não precisa pedir desculpa Senhor, essas coisas acontecem.
Perola fica apreensiva, pois o telefone toca novamente. Quem será agora? O Senhor? Mas, eu já disse pra ele que o Tadeu não mora aqui, talvez ele esteja querendo tentar mais uma vez, pra ver se eu realmente estou falando a verdade – pensava ela.
─ Alô.
─ Alô. Por favor, a Dona Ana.
─ Dona Ana?
─ Sim. Eu fiz uma encomenda de quinhentos salgados, um bolo e trezentos docinhos para a festa do Marquinhos. Hoje é a festa dele. Ela não está aí?
─ Ah sim! Aqui não mora ninguém com esse nome. Este é o meu telefone.
─ Qual o seu nome linda?
─ Perola.
─ Muito estranho, porque eu falei com ela agora pouco, não faz nem dez minutos, e eu tenho certeza que, foi esse o número que disquei, tanto que eu apertei o redial entende?
─ Por que você não desliga e tenta ligar novamente. Pode ser?
─ Ótima idéia.
─ Alô. Dona Ana?
─ Oi Martha. Pensei que você tivesse desistido de ligar. O que houve?
─ Eu liguei para você, mas outra pessoa atendeu.
─ Entendi, mas, então você quer que eu leve a encomenda agora? Ou você virá buscar?
─ Não se preocupe, pois eu já estou saindo daqui. Deixe tudo separado. Agora são 17:00, daqui vinte minutos estarei aí. Quanto eu te devo?
─ 250,00 reais. Dei um desconto porque você é cliente antiga e, além disso, é minha amiga.
─ Obrigada Dona Ana. Até daqui a pouco.
─ Até.
─ É parece que a mulher conseguiu falar com a Dona Ana, ainda bem – falava Perola consigo mesma, mas ela foi obrigada a deixar de lado os seus pensamentos, pois o telefone tocou mais uma vez. Quem seria agora?

Apresentação

Criei este blog com a intenção de publicar os textos e as coisas que escrevo.
Não sei se são boas... Isso são vocês que terão de me dizer Ok?

Ao longo do tempo irei publicar diversas histórias.
E se possível, gostaria de pedir a colaboração de vocês comentando a respeito dos textos. Pode ser?

Obrigada!
E boa leitura.